Liderança e sucessão familiar foram alguns dos desafios dos jovens do agro discutidos na 1ª live do YAMI
01/06/2020

Liderança e sucessão familiar foram alguns dos desafios dos jovens do agro discutidos na 1ª live do YAMI

Encontro online deu início aos debates do evento, que será realizado em outubro

O papel do jovem no mundo pós-pandemia e as oportunidades do agronegócio brasileiro foram os temas que nortearam as discussões da 1ª live promovida pelo YAMI – Youth Agribusiness Movement International, na tarde de 28 de maio.

O encontro online reuniu jovens engajados no setor e enfatizou a importância da presença da juventude na liderança e nos processos de sucessão, além de promover o debate de temas como tecnologia e integração do campo e da cidade.

“Viveremos em um mundo pós-Covid-19 em que a solidariedade, a fraternidade e a cooperação serão fundamentais e os jovens de hoje serão os grandes líderes do futuro. Por isso é muito relevante para nós discutir e entender os novos desafios que virão, antecipando o nosso encontro de outubro”, evidenciou o professor e jornalista José Luiz Tejon Megido, um dos moderadores da mesa redonda virtual.

Para Emanuel Pinheiro, representante da FAEG Jovem de Goiás, o atual cenário trouxe uma evolução tecnológica muito rápida e que exige o desenvolvimento de novas competências, além da área de graduação e atuação. “Já fazemos esse tipo de trabalho no sistema FAEG com base nos nossos três pilares: liderança, empreendedorismo e sucessão, dando ferramentas para que a nova geração desenvolva habilidades que contribuirão para o futuro do agro. Isso já era necessário antes da pandemia, mas agora é imprescindível”, assinalou.

“Quando falamos em sucessão familiar, principalmente, precisamos quebrar esse paradigma de que é preciso sair do campo para ter sucesso. Você pode ir para a cidade estudar e voltar, porque isso não representa um retrocesso na sua vida; pelo contrário, o agro precisa de mão de obra qualificada. Se tem um segmento que só cresce e traz oportunidades de trabalho é o agro, que hoje representa mais de 20% do PIB brasileiro”, enfatizou o empresário e produtor rural, Guto Quiróz, também moderador do encontro.

A sucessão familiar também foi destaque da fala de Camila Cardoso, da FAMASUL Jovem. “No trabalho como instrutora do SENAR em Gestão de Propriedade Rural, percebia que 80% das turmas eram de sucessores jovens e não tão jovens, e eu via que eles precisavam ‘virar a chavinha’ de que aquele local não era a sua hortinha, o seu local de tirar o leitinho: era a sua empresa. Entender que ela precisa desde softwares, aplicativos até uma simples divisão da conta pessoal, e eu via que o jovem assimilava isso com mais facilidade. Talvez porque esse público divida mais, troque mais ideias e informações entre si”.

Para Izaura Sales, representante da FAERN Jovem, a nova geração terá muitos desafios e precisará buscar inspiração, informação e conhecimento em tecnologia. “Os profissionais terão que cada vez mais se inteirar das novidades porque o produtor vai demandar orientação não só da produção em si, mas de gestão, comercialização, entre outros”. Ela acrescenta ainda que no caso de sucessores, eles são a ponte para que a tecnologia chegue à propriedade e isso pode ser um estímulo para que ele permaneça no campo.

O campo e a cidade

“Há várias formas de unir a cidade e o campo e uma delas é a rastreabilidade, pois você começa a personificar o produtor rural, sabendo de onde veio o produto, como foi produziu, por quem desde a porteira até chegar à sua mesa. Você cria uma conexão, em que um depende do outro”, salientou Quiróz.

Para Tejon, essa percepção do cidadão urbano sobre o campo vem mudando de forma positiva. “Existe hoje uma maior consciência da importância dos alimentos, que foi, inclusive, intensificada com a pandemia. Vejo a cidade de São Paulo como um bom exemplo disso porque é uma das cidades mais agro do país, quando se pensa da porteira pra fora, já que abriga as matrizes das maiores empresas do setor”.

Essa opinião foi corroborada pelo representante da Sociedade Rural Brasileira Jovem, Arthur Kuhn. “A percepção das pessoas sobre o agro vem mudando. Há muitas informações boas chegando para as pessoas por conta da mídia séria, que tem feito um trabalho muito importante na divulgação do produto rural. Mas ainda temos que lidar com a interferência de alguns artistas que não têm propriedade sobre o assunto, mas insistem em falar a respeito. Por isso temos que continuar comunicando o agro bem, dentro e fora do setor”.  

O evento que será realizado simultaneamente ao 5° Congresso das Mulheres do Agronegócio – CNMA já está com as inscrições abertas pelo site https://inscricao.yamimovement.com.br/visitantes/inicio.php.

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