Onde a inovação está o jovem irá | YAMI
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Onde a inovação está o jovem irá
09/02/2021

Onde a inovação está o jovem irá

Por José Luiz Tejon Megido

O CIEE presta um relevante trabalho aproximando o jovem estudante do seu primeiro emprega. Eu mesmo iniciei minha vida em São Paulo num es estágio viabilizado pelo CIEE Por isso guardo por essa instituição um eterno muito obrigado.

Vamos falar agora de um novo agro- negócio. Se transformou na alavanca vital do produto interno bruto (PIB) do Brasil, nos transformando de um pais dependente e importador de alimentos em uma nação exportadora, além de abastecer uma população de mais de 210 milhões de cidadãos.

E isso se fez com o que? Tecnologia. No passado, havia uma adaptação dos conhecimentos dos países de clima temperados para os trópicos. Chamávamos de tropicalização das tecnologias Assim fizemos com sementes, máquinas agrícolas, fertilizantes, genética animal, e fomos desbravar o cerrado, onde no velho ditado se dizia: terra do cerrado, nem dada nem herdada”. Hoje Mato Grosso é a capital mundial dos grãos e da pecuária, e segue a lei do Código Florestal. Ou seja, isso significa que, onde houver um produto originado nos campos do Brasil, árvores estarão sempre presentes.

 E daqui pra frente? 2021 marca o início para valer do novo século. Máquinas viram robôs, a telecomunicação faz o contato instantâneo da agricultura digital 4.0. E já temos no Brasil uma experiência em andamento com a 5.0 no grupo São Martinho, na maior usina sucroenergética do mundo. Na cidade de Pompeia/SP, a Fundação Shunji Nishimura ao lado da Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (Fatec) criou o principal ponto de educação para a mecanização de precisão e programas de big data no agro.

Passamos a ver empresas como Intel, IBM e Ericsson andando pelos campos, assim como o interesse de companhias, como a Tim, nesse novo agro, do satélite Hughes, por exemplo. Com essa gestão remota e todo universo de sensores, as possibilidades profissionais para os jovens no agro não estão mais apenas nas universidades de ciências agrárias. As chances agora es tão em todas as áreas da academia. Pois o novo agro é convergente de todos os saberes e se transforma praticamente num modelo de design thinking innovation.

Jovens urbanos retornam para carreiras no agronegócio. Seja nas fazendas modernas, ou nas redes de distribuição, nas cooperativas e, da mesma forma, nas tradings, agroindústrias, ONGs e supermercados. De fato, onde a inovação está, o jovem irá. Seja no antes das porteiras das fazendas, no dentro ou no pós-fazenda, as inovações significam o domínio do invisível, a precisão da gestão, e a administração não mais de uma plantação ou uma boiada, e sim de cada planta e de cada boi. Sem esquecer da nutrição humana e da luta antidesperdício. Mas, além disso, jovens também são atraídos pelo sinônimo do único agro que vai ao futuro: ESG-environment, social and governance. Quer dizer meio ambiente, responsabilidade social e governança das cadeias produtivas, desde a semente até chegar ao consumidor final e na percepção de sua mente.

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