Sobre o YAMI 2021 | YAMI
YAMI - youth agribusiness movement international

YAMI 2021

Digital & Agregação de Valor
A Nova Liderança no Agro

Digital

A digitalização transformou-se em necessidade vital para o novo agro. Não somente na gestão agronômica, zootécnica e de negócios das fazendas, mas também para o sucesso da ciência e tecnologia geradas pelas instituições de pesquisa ou organizações privadas ao longo de toda a cadeia produtiva.

Ao adotar tecnologias, transformar sistemas produtivos e dar mais velocidade e performance às atividades, estamos maximizando a geração de valor em produtos e processos. E, neste cenário, a digitalização é mais do que uma ferramenta. Ela é conceito, essência e rumo ao mesmo tempo. Uma força única e fundamental para agregar valor no ambiente econômico do novo agro.

Mas, para que tudo isso aconteça na prática, precisamos revolucionar e redimensionar e infraestrutura de telecomunicações, afinal, sem digitalização não existirá a moderna produção.

Agregação onipresente

Hoje, a originação de alimentos e matérias-primas agropecuárias está totalmente vinculada ao valor real e percebido das mercadorias. Por isso uma agricultura de baixo carbono (Plano ABC) precisa gerar valor e um programa nacional de solos (Pronasolos) também. Tudo precisa agregar resultado e impactar positivamente em valor percebido (e real).

A agregação de valor é o que permitirá ao país dobrar o agro de tamanho. Será em todos os elos da cadeia produtiva, envolvendo a produção rural, agroindústrias, comércio, serviços, turismo agro ecológico e produtos novos e exclusivos, originados de biomas como Amazônia, Cerrado, Pampa, Pantanal, Caatinga e Mata Atlântica.

A agregação de valor pode emanar da Grande São Paulo, com suas agroindústrias e com a logística, por exemplo, indo de Santos ao Maranhão, ultrapassando o Mato Grosso. Agregação de valor é o cooperativismo, onde soja e milho transformam-se em proteína animal e multiplicam por 10 o valor deixado na região. Agregação de valor é o crédito cooperativo, devolvendo à cidade a sua poupança. Agregação de valor, enfim, vai desde o que uma semente adiciona a quem a pesquisou, aos canais que a venderam, ao produtor que a plantou e colheu mais – e depois ao processamento, às marcas, às vendas que acontecem via varejo ou e-commerce, até chegar nos benefícios extras percebidos pelo consumidor. E isto vale para alimentos, fibras, agroenergia ou fármacos do agro.

Liderança

O dialético papel do jovem

Aos jovens profissionais caberá um estratégico papel de liderança na formação e consolidação desse novo jeito de perceber e fazer o agro. E, também, serão eles mesmos moldados pelo novo tempo, em uma espécie de relação dialética marcada por inúmeras sinergias.

Digitalização e agregação significam ultrapassar os limites da tecnologia, gerar novos paradigmas de gestão e criar percepções novas de valor para os mercados e a sociedade. Uma nova realidade socioeconômica que promete tornar o agro mais complexo, desafiador, rico e pleno de oportunidades. Mas que também vai exigir mudanças comportamentais no perfil profissional das pessoas, se o objetivo for buscar realizações e crescimento.

Como a digitalização e a agregação podem impactar a evolução e a carreira do jovem profissional de hoje? Seja ele um sucessor de empresa familiar, um gestor técnico ou de negócios, um profissional liberal ou ousado empreendedor de start up. No ambiente produtivo do novo agro, os estímulos e pressões pela diversidade de pensamentos parecem ser crescentes, fazendo com que a originalidade de ideias e a inovação tornem-se atributos profissionais expressivos e bem valorizados.

Jovens criativos e pensantes, impulsionados pela curiosidade constante, essa sim o pilar essencial da criatividade necessária para expandir o novo agro. Nesse cenário, o maior desafio do jovem profissional é aprender a aprender de novo, dados os inúmeros avanços do novo ambiente produtivo, que seguirão com uma trajetória incremental. Em termos de capital humano a questão é: como garantir que jovens profissionais estejam aptos a acompanhar e evoluir com tanta rapidez de mudanças?

Essa revolução de digitalização e agregação de valor no agro já está transformando nossa forma de trabalhar e a cultura das organizações. As coisas nem sempre viram do avesso abruptamente, mas estão readaptando-se aos novos modelos de atuação e de gestão. Os sistemas produtivos parecem se tornar menos analíticos e processuais, demandando melhores percepções e habilidades gerenciais. No campo tecnológico, os profissionais lidam cada vez mais com equipamentos, softwares e grande diversidade de comportamentos humanos – este um terreno em que a tecnologia ainda não consegue mensurar e definir padrões, com precisão.

Estudo da PriceWaterhouseCoopers (PwC) constatou que clientes atendidos por seres humanos se tornam mais fiéis às marcas, do que aqueles atendidos por sistemas automatizados. Ou seja, para além da qualidade e preço de um produto ou serviço, o que segura a relação entre cliente e marca é a conexão humana, a memória afetiva ligada a ela. E esta constatação revela a importância do desenvolvimento das habilidades comportamentais nos jovens profissionais.

O novo agro pede talentos que saibam gerar conexões e se relacionar com a diversidade. É assim em ambientes de avanço tecnológico, nos quais é possível trabalhar com pessoas do mundo todo, presencialmente ou não. Se formos desenhar um perfil, poderíamos arriscar e dizer que o jovem profissional, mesmo que seja pleno em qualidade técnica, se não cultivar habilidades comportamentais não conseguirá acompanhar e se manter em hegemonia dentro desse novo agro.

Objetivo

O Objetivo do YAMI em 2021 é trazer para debate como estamos nos preparando para a completa digitalização e agregação de valor, sem esquecer que temos que ter líderes preparados para orquestrar toda essa transformação.

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