A inovação chega ao campo pelas mãos dos jovens e suas startups | YAMI
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A inovação chega ao campo pelas mãos dos jovens e suas startups
14/06/2021

A inovação chega ao campo pelas mãos dos jovens e suas startups

Tratar dos sucessos de produção do agronegócio brasileiro tem sido uma constante. Não faltam recordes na produção e exportação. Mas a agropecuária brasileira, em plena crise da Covid-19, também é recordista em criação de empregos e empresas.

No primeiro quadrimestre de 2021, a geração de empregos formais na agropecuária do Brasil foi a maior dos últimos dez anos. Em plena pandemia, a agricultura e a pecuária geraram mais 70.000 empregos formais além do registrado no mesmo período, em 2020. Não se gerava tantos postos de trabalho na agropecuária desde 2011. E muitos deles com salários elevados. Foram cerca de 11.000 empregos a mais só em abril – o triplo das vagas criadas em março. Maio ainda deverá apresentar bons números, mesmo na entressafra.

Mas o agro brasileiro também cria empresas. Atualmente são cerca de 1600 startups no setor agropecuário. Conhecidas como agtechs, elas estão em pleno crescimento no país. Sua inspiração e foco é a inovação. Essas pequenas empresas fazem pontes entre os produtores e a inovação.

Um levantamento da Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens Research and Consulting, o estudo “Radar Agtech Brasil” indica que o número de startups atuando na agricultura cresceu 40% em 2020, ante 2019. São pelo menos 1.574 agtechs ativas em todo o país. E muitas dessas pequenas empresas crescem rapidamente ao receber investimentos de grandes empresas.

Leia mais sobre o Radar Agtech Brasil no link e faça o download do relatório no link.

Uma parte das agtechs atua à montante da produção agropecuária – antes da porteira– com serviços inovadores e customizados, para a nutrição animal e vegetal, produção e aplicação de inoculantes, produção de biocondicionadores de solos on farm, fertilizantes, controle biológico, agrometeorologia etc.

Outras atuam no processo produtivo, orientando e apoiando com softwares e diversos aplicativos (apps) tanto a gestão técnica como contábil e financeira do empreendimento. E tem crescido o número de startups buscando solucionar e inovar na área de crédito rural, crédito de carbono, certificações, seguro rural, análise fiduciária e comercialização, orientando produtores sobre novas tendências alimentares, negociação, venda de produtos e estabelecendo elos entre pequenos agricultores, consumidores e compradores.

Aumentou também a busca por cientistas de dados, técnicos em agropecuária, zootecnistas, profissionais de tecnologia e engenheiros agrônomos, a par de outros profissionais preparados para compreender e gerir as informações da nova agropecuária brasileira.

Atualmente, quando jovens agrônomos ou técnicos me procuram buscando orientação de onde começar sua carreira, eu costumo dizer: a maior parte das startups do agro se concentra no Sudeste: 62%. O Sul reúne 25% e o Centro-Oeste 6%. Se quer arrumar emprego logo, procure no Sudeste. Agora, se deseja desenvolver uma carreira, uma empresa, empreender e crescer muito em médio prazo, vá para o Centro Oeste, para Cuiabá, para o “Nortão” do Mato Grosso.

Fonte: Terraviva

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